United States of Acquario

Falta de política Pública para o Turismo no Ceará e falta de planejamento de longo prazo deixam o Estado vulnerável a projetos estapafúrdios e a gestores ineptos e comprometidos com um modelo de desenvolvimento que não distribui renda, pelo contrário, só aumenta a disparidade econômica no Ceará.

O turismo é uma atividade econômica como outra qualquer, portanto ela não é neutra. Aqui no Ceará várias comunidades sofrem pelo turismo predatório grande aliado da especulação imobiliária, das empreiteiras e do turismo sexual que vem sendo aplicado em sucessivos governos que  investem em  modelos que só favorecem à industria do turismo. A concepção Tasso-Cidista de desenvolvimento no Ceará baseado na industrialização se mostrou fracassada e só melhorou a vida de grandes empresários, o número de miseráveis só aumentou. Há outros modelos de turismo exitosos no mundo e até aqui no Ceará que é referência internacional em turismo comunitário. Mas não há investimento porque estes não financiam campanha, esse tipo de turismo não é ‘montada no cimento’.

Abaixo as três partes da discussão ocorrida no programa Grande Debate da Tv O povo  no dia 05 de março.

Por fim, o contraponto ao que foi discutido no debate e a óbvia conclusão de que a obra é um completo desvario de um gestor de mente colonizada que ao se propor moderno revela todo o seu provincianismo.

Das conclusões:

1. Depois do Renato Roseno questionar a falta de transparência o governo disponibilizou o EIA/RIMA, dia 08 de março.

2. Nem o  Secretário Bismarck Maia tem segurança ou completo conhecimento da obra, precisa trazer o arquiteto responsável, o Sr.  Leonardo Fontenelle –  principal interessado –  a tira-colo como escudeiro, suporte psicólogico e porta-voz.

3. O alardeado aval científico é um grande engodo. A representante do Labomar afirma que não há convênio firmado com a universidade, veja no video parte 2.

4. A prefeitura Municipal de Fortaleza corrobora com o projeto.

5. Inúmeras lacunas do projeto deixam a sociedade insegura e a sensação de que estamos assinando um cheque em branco no valor de R$ 250 milhoes de reais;

6. No video o Secretário afirma peremptoriamente que a Comunidade do Poço da Draga não será atingida. No entanto em matéria de jornal recente assume que a área do entorno será desapropriada em dois anos para construir o estacionamento que não foi previsto na fantasiosa obra. O  fato é que o Acquario não cabe naquele local ou como bem falou o arquiteto Jose Sales ‘é um peru num pires’.

Fonte Diario do Nordeste

7. O banco que vai emprestar o dinheiro é americano como americana é a empresa que foi escolhida (sem licitação) para fazer a obra. Ou seja estamos contribuindo para o PIB americano. Veja o que diz o Secretário de Turismo Bismarck Maia sobre o banco:

Fonte Diario do Nordeste

A INEXIGIBILIDADE, modalidade escolhida para eliminar a licitação do Acquario se deve, portanto, a uma exigência do próprio banco e não como mente o governo ao afirmar que é por ‘notória especialidade’. O governo está fazendo um negócio muito bom: pros americanos.

Videos do debate

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Ainda querem que a gente acredite?

Somos contra o Acquario por entender que não houve estudo de demanda, nem houve demanda do setor turistico e nem tampouco da comunidade, dos artistas, dos moradores da Praia e da cidade como um todo. É uma obra megalomaníaca nascida da mente colonializada de um governador que não entende o que é prioridade e que apenas quer tornar essa obra uma peça eleitoreira.
Questionamos firmemente a falta de transparência e a escassez de dados técnicos que justifiquem uma obra de R$ 250 milhoes de reais e que provocará endividamento público. Questionamos a dispensa de licitação e solicitamos ao Ministério pública a imediata investigação de negócio escuso.

O movimento ‘Quem dera ser um peixe’ está se mobilizando em várias redes:

Twitter: @peixuxaacquario

Página do Facebook: https://www.facebook.com/contraoaquario

Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100003557503411

S.O.S Praia de Iracema

Depois de anos entregue ao descaso, os gestores de nossa cidade resolveram fazer intervenções na Praia de Iracema que estão contrariando os moradores, os frequentadores e todos que usufruem de sua paisagem: surfistas, skatistas e amantes da P.I – como é carinhosamente chamada – estão se reunindo para tentar barrar o aterramento.

Aqui, de braços dados, todos se juntam em defesa da Praia de Iracema:

E aqui, o registro do local onde o governo do estado pretende implementar o mostrengo Acquario que não dialoga nem com as raizes, nem com a paisagem, nem com a natureza e nem muito menos com o anseios dos frequentadores e moradores da Praia.


Estamos nos organizando, juntando nossas causas em defesa da Praia de Iracema e de uma qualificação que valorize as nossas raízes.

Parecer técnico do Acquario

Digo melhor, parecer pseudo técnico. O relatório feito pela Secretaria de Meio Ambiente eivado de subjetividades e ufanismo declarado, nos deixa desconfiados quanto a isenção da análise do EIA/RIMA. Não raro nos deparamos no decorrer do texto com adjetivos elogiosos à obra de Cid Gomes. Me pergunto sobre a idoneidade desse relatório.

Essa é a impressão de leiga, pois penso que o Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema), órgão encarregado de analisar o parecer técnico da SEMACE – Secretaria de Meio Ambiente do Ceará e emitir a licença prévia para a construção de uma obra que impactará sobremaneira a vida humana e a biodiversidade, deveria ter o minimo de imparcialidade e senso objetivo.

Enviamos esse relatório ao Professor Jeovah Meireles, que emitirá suas conclusões sobre o referido  relatório.

O eslaide abaixo é o parecer pseudotécnico. O eslaide em seguida é o resumo executivo do EIA/RIMA, na íntegra. Ambos poderão ser baixados.

EIA/RIMA – Estudo dos Impactos Ambientais é um instrumento que é usado como base para emitir o parecer técnico que autoriza a emissão de licença para construção.

Se vocẽ questiona as obra faraônica e autoritária Acquario do Ceará, entre na nossa página e indique aos amigos: Quem dera ser um peixe

Se sentir vontade, comente.

Censo do IBGE – Fortaleza – domicilios com pessoas do mesmo sexo

É óbvio que nao tem só isso. Mas constar como estatística é bom começo. Ressalte que mulheres assumem bem mais.

Na legenda:
Esquerda, domicilios com mulheres do mesmo sexo e à direita domicilios com casais masculinos.
Em branco, municípios com nenhuma familia homossexual.

 

Luzianne anuncia inicio das obras da #Copa2014

Nesse áudio de 1 minuto, a prefeita de Fortaleza fala o que fará com os R$ 261 milhoes que serão investidos em obras de mobilidade urbana para a copa de 2014.

A #Copa2014 começou e o pontapé inicial é na bunda de moradores

Gestores, artistas e os desafios do novo modelo – Opinião – Jornal O Povo

“O plano parece tatear esse intangível foco de investimento”

Publicado no Jornal O Povo dia 03.12.2011|

A recém criada Secretaria de Economia Criativa do MinC vem em momento oportuno quando, finalmente, o aspecto econômico da cultura ganha o relevo correspondente ao seu grau de importância. Tem a tarefa providencial de reconhecer e dar visibilidade a um setor de potencial econômico indiscutível e de lançar bases para colocar no âmbito de políticas públicas, modelos de desenvolvimento econômico para esse segmento com planejamento necessário. E planejamento não tem sido o forte das políticas culturais em nenhuma esfera do poder público.

Louvável o gesto da secretaria Cláudia Leitão, que inova ao dispor do plano de implementação à apreciação e diálogos públicos desde antes da consolidação a própria secretaria. É uma sinalização de compartilhamento do modo de pensar a economia para a cultura e um tanto abrir perspectiva para uma gestão se não compartilhada, pelo menos, dialogada.

O plano se esmera em definir o conceito de economia criativa e faz a opção pela terminologia setores criativos: “todos aqueles cujas atividades produtivas tem como processo principal um ato criativo gerador de valor simbólico, elemento central da formação do preço, e que resulta em produção de riqueza cultural econômica”.

Essa pauta assume relevância pelo fato de que até então a junção entre cultura, economia e tecnologia – essência da economia criativa – só vem favorecendo as grandes indústrias culturais. Estas obtiveram financiamentos vultosos. As demais linguagens tiveram que se contentar com outras formas de fomento por parte das políticas públicas.

A economia criativa foi rapidamente absorvida como política pública na Austrália e em países como Inglaterra. É saudada em muitos lugares como a nova economia ou como a grande vedete do novo capitalismo. O tema é novo por aqui, mas os setores da economia criativa já são presentes na economia mundial há muito tempo, enquanto o Brasil aparece nos dados expostos no plano mais como mercado consumidor do que como produtor.

É preciso assinalar o risco de montar todo um pensamento com bases em um público alvo impalpáveis. Nos países onde a economia criativa se instalou, existiam e existem núcleos, parques criativos já instalados e já geradores de lucro. O poder público nos referidos países apenas reconheceu lançou seus planos com bases reais.

Aqui, no entanto, nasce primeiro da teorização. O plano parece tatear esse intangível foco de investimento. Daí a secretaria ter que incorporar dentre suas ações, a necessidade pedagógica, quase didática de popularizar o entendimento. Há, por fim, o maior risco, o de que seja mais um modismo, uma abstração se não houver o contraponto fundamental com dados materiais ou se ficar a apenas nas capacitações e sujeitas à negociações com financiadores.

Andréa Saraiva

Historiadora, escritora e assessora a Rede Tucum de Turismo Comunitário na Zona Costeira do Ceará

Fonte:

Gestores, artistas e os desafios do novo modelo | Opinião I Jornal de Hoje | O POVO Online.

Com o aval do Estado, estrangeiros expulsam comunidades tradicionais para se apossar de suas terras.

  1. Aquiraz Riviera e  o Cumbuco Golf — Grandes empreendimentos turísticos com financiamento de empresas estrangeiras e fundos de investimento internacionais estão comprando paraísos ecológicos até então intocados no litoral do Ceará. 
  2. Aquiraz Riviera – agressão ambiental denunciada por procuradores e a prostituição relatado pela comunidade.
  3. A maravilha do mundo dos ricos, segundo a propaganda da empresa que tenta transformar o Ceará no quintal da elite esatrangeira, mas proibe circulação de moradores.
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    Aquiraz Riviera – Incomparável em todos os sentidos
  5. Video de um morador de Aquiraz indignado  mostrando que o empreendimento, além de vários outros abusos vai privatizar a paisagem.
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  7. Fortim, Ce: às custa da expulsão de pescadores, o megaempreendimento Playa Mansa Living & Life Resort  ‘teria quatro hotéis temáticos (farol, golfe, surfe e marina), 120 unidades habitacionais, 120 chalés e bangalôs e campos de golfe com 18 buracos e 6,5 mil metros de extensão. A marina teria espaço para 172 embarcações atracadas e 60 vagas secas’.
  8. O empreendimento espanhol Playa Mansa Living & Life Resort, previa quatro hotéis de alto padrão de frente para o mar, chalés, bangalôs, campo de golfe e marina, com a geração de 500 empregos diretos e mil indiretos. O grupo Confide comprou, destruiu casas de pescadores e chegou a desmatar e nivelar o terreno, mas, em 2009, sete anos após o início da iniciativa, desistiu do negócio e abandonou as obras sem dar explicações, deixando para trás um rastro de destruição e de decepções.
  9. O que pensam as comunidades atingidas pela ganância do turismo predatório e soluções viáveis não só para a defesa do território, mas para afirmação de modos de vida. No video, o relato do turismo comunitário como alternativa à especulação.  O embrião da Rede Tucum – Rede Cearense de Turismo Comunitário. De como é possível aliar qualidade de vida com desenvolvimento econômico e respeito ao meio ambiente e à cultura.  


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    (3/4) Terramar – Pela Afirmação da Vida dos Povos do Mar

#Fred404 deu error

  1. Faixa do novo álbum ““Novas Lendas da Etnia Toshi Babaa” ironizando e deturpando a cultura digital e as licenças livres como o copyleft. 
  2. Entrevista recente de lançamento do álbum, deixa nítido que ficou perdido em 1984. Está sendo conhecido como a Dilma de Chico Sciense.
  3. Para Fred ZeroQuatro,  ‘ pior cenário é o fim da indústria, por mais perversa que ela seja…’
  4. “Uma antena parabólica enfiada na lama”. A antena foi enfiada de cabeça para baixo, no cérebro do caranguejo  Fred ZeroQuatro.
  5. Manifesto Mangue Beat, deu error. 

O dia que Fortaleza parou

Sem pretensões de fazer análises mais profundas, mas estou bastante incomodada com as avaliações feitas sobre o lamentável episódio de ontem, neurotizando o medo das pessoas como se a histeria fosse fruto de uma alucinação coletiva. Esse pensamento só alimenta o preconceito de que somos uma terra de bugres ou que somos personagens vivos de ‘Guerra dos Mundos’ de Orson Welles. Que tivemos a posição passiva de ser enganados e ludibriados por boateiros.

Ora, essa propalada histeria foi causada por muitos aspectos, dentre elas a completa ausência do poder institucionalizado. O Estado não existiu ontem. Em nenhum aspecto.

De fato foi bem difícil discenir entre atos, fatos e boatos. Muitos se aproveitaram e instigaram o pânico inclusive repassando noticias sem a contrachecagem necessária.

Mas não tentem nos transformar em neuróticos. Não mais do que já somos em periodos corriqueiros. De fato houve, sim, razões inúmeras que justificaram a perplexidade e assombro que assolou nossa cidade, mesmo que alguns tentassem desesperadamente abafar para não evidenciar a inoperância e incompetência do gestor e da gestão do nosso Estado.

Com efeito, acabou a greve e o governo que não a evitou, foi obrigado a ceder. Mas estamos longe de resolver a crise. Falta a contraparte dos PMs que contrariando todos os prognósticos, conseguiu adesão da sociedade civil seja por medo ou seja pelo entendimento de que o principal foco era o governo.

Falta discutir e pactuar com a sociedade qual segurança pública devemos construir. Faltou sociedade civil ontem, ficamos acuados e não fosse a internet teriamos ficados isolados até de nós mesmos como citadinos. Mesmo e com a disseminação de falsa informação, a rede soube ter seu papel de mobilizador e formador de opinião. Não sei se o governo teria cedido tão facilmente não fosse a pressão das tais redes sociais que conseguiu propagar o terrivel episódio além dos muros do Ceará e até do país.

Estamos ainda muito longe de se conseguir a tranquilidade ideal pois bem sabemos que não é a polícia quem proverá. Esse desejo deve ser nosso, esse sim, inerente a cada um mas que por vezes precisa ser suscitado, instado, potencializado.

Impressão que tenho é que começamos 2012 hoje. E que as lições do caos de ontem possam ser nossa referência para o que não queremos na nossa vida. Não podemos afirmar com convicção quem saiu vencedor. Mas quem perdeu. E perdemos todos. Ontem soubemos exatamente como não deve ser um governo e nem uma sociedade.

Se isso não for caos, não quero nem imaginar o que é um.